Entorse do Tornozelo e o Desporto

Uma das lesões mais frequentes no desporto, nomeadamente em modalidades que decorrem em terrenos sinuosos ou modalidades que envolvem mudanças de direção e algum contacto físico, é a entorse do tornozelo.

Esta é uma lesão que ocorre por um movimento brusco e descontrolado na articulação tibiotársica, ultrapassando os normais limites fisiológicos permitidos pelas estruturas articulares.

Muitos dos atletas reconhecem-se em afirmações como “ia a correr e coloquei mal o pé”, “quando caí, depois de saltar, pisei o pé do adversário e torci o pé”, “levei uma pancada lateral no tornozelo e dei um jeito ao pé”, “ia a mudar de direção e ao travar o meu pé torceu”, entre muitas outras que se podem enumerar.

Todas estas afirmações levam-nos automaticamente a pensar na ocorrência de uma entorse, mas da mesma forma que todos os mecanismos de lesão são diferentes, a gravidade da lesão também pode ser diferente.

Um dos sinais de alerta que nos pode indicar menor ou maior gravidade da entorse, é a capacidade de colocar o peso do corpo sobre o pé após a lesão. Por norma, quanto menor a capacidade de aceitação de carga por dor, a suspeição de gravidade elevada aumenta, assim como a ocorrência de derrame e hematoma na região do tornozelo.

A recuperação deste tipo de lesões por profissionais de saúde é fundamental (fisioterapia, osteopatia), uma vez que a ocorrência das mesmas leva a um conjunto de alterações estruturais musculares, articulares, vasculares, etc., que devem ser corrigidas, não só para uma recuperação mais rápida, mas também para prevenir reincidências aquando do retorno à prática desportiva. Sabe-se que um tornozelo que sofreu um mecanismo de entorse apresenta uma probabilidade muito elevada, quando não tratado corretamente, de entorses recorrentes sucessivas.

De acordo com a gravidade da lesão, alguns dos fatores que favorecem uma melhor e mais rápida recuperação são a atividade funcional de todo o membro inferior e do próprio indivíduo, a carga sobre o membro e apenas um repouso seletivo da estrutura, fundamentais para prevenir a instalação de uma síndrome de imobilidade e atrasar o processo de recuperação e retorno à atividade desportiva.

Não deixe que uma entorse do tornozelo limite a sua progressão, rumo a novos objetivos e novas metas, procure os nossos profissionais para o ajudar.

 

Autor: Dr. Bruno Ferreira, Osteopata/ Fisioterapeuta, especialista em desporto e traumatologia